PEQUENAS GRANDES REFLEXÕES - Marta Cortezao
Matutando, aqui, na proa da minha canoa, sobre o meu mundo que, de repente, pode assemelhar-se ao seu! Esse mundo “desconcertado”, como diria Camões, falto de estrutura, onde, muitas vezes, nos sentimos a deriva, perdidos no caos social que nos rodeia e onde remar contra a correnteza e sentir-se sempre à margem são uma constante; mundo insano, onde, muitas vezes, não se tem palavras para explicar tanta barbárie, tanta injustiça... É, meu compadre, minha comadre, a maré não está para peixe não!
São tantas as incoerências, começando pelas truncadas relações de poder: um indivíduo é escolhido para representar certa maioria, no nosso país democrático, sendo o voto obrigatório! Então me pergunto, seria o voto produto tão comercializado nas pomposas e desonestas campanhas políticas se não fosse obrigatório? Teríamos tanta hipocrisia política? Tantos oportunistas? Conchavo? Corrupção? Miséria? Alto índice de analfabetismo?
Mas o que é causa de maior espanto é a capacidade de resignação que impera! É tanta, que se aceitam certas aberrações como normais, por exemplo, o conchavo, que é abominável, pois se trata de fazer tramoias dentro de um determinado grupo para prejudicar outros. Isto se dá em qualquer relação social e é totalmente aceitável, há os que se ocupam de levar e trazer informações, estão sempre espreitando a vida alheia e plantando discórdia, destruindo qualquer ideia que venha para o bem comum. O respeito e a ética pedem passagem! “Ó abre alas” para a honestidade passar!
É necessário Homens e Mulheres de bem para fazer a diferença. É preciso uma mudança de atitude, ainda que, de início, seja imperceptível, pois o mundo urge por mudanças e que sejam significativas e humanas. Abaixo o mau-caratismo, a maracutaia, a improbidade administrativa, a falta de respeito, a mentira, a egolatria! São pequenas atitudes que podem fazer a diferença: se encontrar um objeto que não lhe pertença, devolva; se seu filho (a) é chamado à atenção na escola, algo ele deve ter feito, não ignore, pois mais tarde pode ser pior; respeite o seu professor (a); se comprar, pague, se não puder, justifique sua impossibilidade, seja sincero; se emprestar, devolva e agradeça de bom grado; se tiver algo a dizer sobre alguém, vá até a essa pessoa e dialogue; não se melindre facilmente, é importante receber os “nãos” no decorrer da vida, o mundo não gira ao seu redor. As grandes atitudes estão nos pequenos gestos!
Enfim, remar contra a maré é fundamental, ainda que os braços fraquejem e o caminho seja longo e árduo, pois, do contrário, se pode perder a direção do Bem, tendo em conta as fortes correntezas e os redemoinhos que a vida nos traz. Há que ser sempre um cidadão de bem, não se deve justificar na pobreza, na marginalidade, a falta de virtude. Precisamos estruturar esse mundo, precisamos de bons exemplos, de grandes heróis e se deve começar dentro de casa, pois é cuidando do próprio jardim que se reconhece, de perto ou de longe, o perfume de cada flor. Fazer uma sociedade diferente depende de cada um, de cada sujeito social, não nos resignemos. Vejo um horizonte daqui da proa da minha canoa!
Marta Cortezao
São tantas as incoerências, começando pelas truncadas relações de poder: um indivíduo é escolhido para representar certa maioria, no nosso país democrático, sendo o voto obrigatório! Então me pergunto, seria o voto produto tão comercializado nas pomposas e desonestas campanhas políticas se não fosse obrigatório? Teríamos tanta hipocrisia política? Tantos oportunistas? Conchavo? Corrupção? Miséria? Alto índice de analfabetismo?
Mas o que é causa de maior espanto é a capacidade de resignação que impera! É tanta, que se aceitam certas aberrações como normais, por exemplo, o conchavo, que é abominável, pois se trata de fazer tramoias dentro de um determinado grupo para prejudicar outros. Isto se dá em qualquer relação social e é totalmente aceitável, há os que se ocupam de levar e trazer informações, estão sempre espreitando a vida alheia e plantando discórdia, destruindo qualquer ideia que venha para o bem comum. O respeito e a ética pedem passagem! “Ó abre alas” para a honestidade passar!
É necessário Homens e Mulheres de bem para fazer a diferença. É preciso uma mudança de atitude, ainda que, de início, seja imperceptível, pois o mundo urge por mudanças e que sejam significativas e humanas. Abaixo o mau-caratismo, a maracutaia, a improbidade administrativa, a falta de respeito, a mentira, a egolatria! São pequenas atitudes que podem fazer a diferença: se encontrar um objeto que não lhe pertença, devolva; se seu filho (a) é chamado à atenção na escola, algo ele deve ter feito, não ignore, pois mais tarde pode ser pior; respeite o seu professor (a); se comprar, pague, se não puder, justifique sua impossibilidade, seja sincero; se emprestar, devolva e agradeça de bom grado; se tiver algo a dizer sobre alguém, vá até a essa pessoa e dialogue; não se melindre facilmente, é importante receber os “nãos” no decorrer da vida, o mundo não gira ao seu redor. As grandes atitudes estão nos pequenos gestos!
Enfim, remar contra a maré é fundamental, ainda que os braços fraquejem e o caminho seja longo e árduo, pois, do contrário, se pode perder a direção do Bem, tendo em conta as fortes correntezas e os redemoinhos que a vida nos traz. Há que ser sempre um cidadão de bem, não se deve justificar na pobreza, na marginalidade, a falta de virtude. Precisamos estruturar esse mundo, precisamos de bons exemplos, de grandes heróis e se deve começar dentro de casa, pois é cuidando do próprio jardim que se reconhece, de perto ou de longe, o perfume de cada flor. Fazer uma sociedade diferente depende de cada um, de cada sujeito social, não nos resignemos. Vejo um horizonte daqui da proa da minha canoa!
Marta Cortezao









































