terça-feira, 1 de novembro de 2016



"Antonio Poste, malandro que nem ele só, aparecendo quando precisa de alguns trocados para socorrer as suas pequenas vaidades. [...] Alto e entalado, magro, pernas longas, vem daí o primoroso apelido. Ao contrário da maioria das pessoas que ao andar pende para frente, ele verga para trás, provocando risotas nas pessoas que vêm pela primeira vez.
Um espertalhão, mentiroso, farofeiro. [...] Fala de lugares de onde sempre vem, tudo invencionice de imaginação degenerada. Enquanto os outros chegam de sítios vizinhos, dos lagos e dos cacauais, ele vem da cidade de Itacoatiara ou de Manaus, com as últimas notícias da civilização. [...] Dá bolo em rato e põe suspensórios em cobra... [...] Antônio Poste é um consumado aventureiro. [...] até as roupas empetecadas de enfeites, mostram de frente a índole do finório. [...] o que sobra ao Antônio Poste [...] é a imagem cinzenta de um pobre sonhador, protegido sob o ar de um cinismo descarado" (FARIAS, 2004, p. 27-28). Ilha do Risco. Manaus: Editora Uirapuru, 2004. 

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