domingo, 6 de março de 2016



José Benedito Dos Santos
TEUS OLHOS NEGROS - José Benedito Dos Santos
Relação amorosa desfeita,
Tem como resíduo a dor.
Conclusão: mil lágrimas derramadas,
por alguém que me machucou.
Os teus olhos negros,
na minha, vida eram vitais.
Tu eras o meu porto seguro, o farol.
Eras o tempo da minha poesia apaixonada,
Sentimentos que não voltam mais.
A falta de tempo para amar.
Tempos velozes
Afogaram amores proibidos.
O que restou de nós
Dois corações magoados.

Agosto abrasador,
Amar e Esquecer.
Cerveja engolida sofregadamente
para disfarçar a dor.
Teus olhos negros,
Tua boca carnuda,
Teu corpo suado,
Teu sexo avantajado,
Teus beijos molhados,
Deixou como legado:
Abandono, Solidão, Dor.
Tarde de Janeiro sombria
Horas melancólicas,
Palavras ásperas,
Tapas trocados,
Lágrimas recolhidas.
Chove na Praça,
Marcando o fim do amor marginal!
Felicidade passageira,
Insuficiência amorosa permeada,
por tempos velozes.
Tempo e Silêncio,
As marcas dos amores marginais!
O teu corpo moreno
Presidiário do amor anônimo,
Faz-me recordar o Natal na aldeia,
O poema escrito a quatro mãos.
Porém, a chuva e a Praça,
Dizem: sinceramente, valeu enquanto durou......

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