ANDERSEN,
Benedict, As comunidades imaginadas: reflexões sobre a a
origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
A
formulação de Anderson para o conceito de nação se apoia sobre as expressões,
por vezes paradoxais, de comunidade imaginada, limitada e, ao mesmo tempo,
soberana. “Imaginada porque mesmo os membros da mais minúscula das nações
jamais conhecerão, encontrarão ou sequer ouvirão falar da maioria dos seus
companheiros, embora todos tenham em mente a imagem viva da comunhão entre eles
(…). Limitada porque mesmo a maior delas (…) possui fronteiras finitas, ainda
que elásticas, para além das quais existem outras nações (…). Soberana porque o
conceito nasceu na época em que o Iluminismo e a Revolução estavam destruindo a
legitimidade do reino dinástico hierárquico de ordem divina. Amadurecendo numa
fase da história humana em que mesmo os adeptos mais fervorosos de qualquer
religião universal se defrontavam inevitavelmente com o pluralismo vivo dessas
religiões e com o alomorfismo
entre as pretensões ontológicas e a extensão territorial de cada credo, as
nações sonham em ser livres (…). A garantia e o emblema dessa liberdade é o
Estado Soberano”, expõe o intelectual na introdução da obra
(ANDERSEN, 2008, p. 33-34).
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