segunda-feira, 7 de janeiro de 2019






"Macho (e misógino). O macho adora a feminilidade e deseja dominar o que adora. Exaltando a feminilidade arquetípica da mulher dominada (sua maternidade, sua fecundidade, sua fragilidade, seu caráter caseiro, seu sentimentalismo, etc), ele exalta sua própria virilidade. Em compensação, o misógino tem horror de feminilidade, foge das mulheres excessivamente mulheres. O ideal do macho: a família. O ideal do misógino: ser solteiro com muitas amantes; ou: casado com uma mulher amada sem filhos" (KUNDERA, 2016, p. 139). KUNDERA, Milan. A arte do romance. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

Nenhum comentário:

Postar um comentário