quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES AMAZONENSES


Por José Benedito dos Santos

A mulher é a melhor coisa que Deus criou, diz o senso comum masculino. Mas, um mergulho mais profundo na realidade das mulheres amazonenses revela um quadro assustador: no ano de 2006, quarenta e três mil mulheres foram vítimas da violência dos homens.
Não é segredo para ninguém que a violência contra as mulheres amazonenses, infelizmente, cresce escandalosamente nas estatísticas e silenciosamente em milhares de famílias a cada ano no Amazonas. De janeiro a outubro de 2006, mais de 43 mil mulheres foram vítimas dos mais variados tipos de violência. Entretanto, o número real dessa violência é bem maior, já que a maioria das mulheres agredidas não denuncia seus agressores porque, em muitos casos, eles são os próprios maridos, companheiros, namorados ou amantes.
Exatamente como um saco de pancadas, as mulheres amazonenses têm sido vítimas de espancamentos, estupros e assassinatos. Ser mulher no Amazonas, frente a frente com uma sociedade extrmamente conservadora e machista, é ser, a priori, discriminada, espancada e humilhada. Comparamos a violência do homem amazonense com a dos homens das cavernas que arrastavam suas mulheres pelos cabelos.

Nesse sentido, a violência contra as mulheres vem sendo passada de geração para geração, e praticada por homens de todas as classes sociais, inclusive, a mesma é reforçada pela herança cultural, através da qual veicula-se a falsa ideia de que as mulheres gostam de apanhar. Esse comportamento só vem confirmar que o homem, no decorrer de milênios de sua história, tem provado possuir uma natureza profundamente machista e violenta, que persiste independentemente das alterações dos papéis femininos e masculinos na sociedade contemporârea.
Resta saber por quanto tempo mais as mulheres amazonenses continuarão sendo vítimas da violência dos próprios companheiros. Trata-se, portanto, de uma realidade com a qual, não podemos mais conviver. É necessária a existência de um instrumento como a Lei Maria da Penha para inibir a violência masculina. Além de contribuir na luta por uma sociedade mais justa, sem violência, em que as mulheres sejam respeitadas e tratadas em pé de igualdade com os homens.

Nenhum comentário:

Postar um comentário