domingo, 5 de julho de 2015



“Nada é novo, contudo. As histórias estão tatuadas nas gentes, talhadas nas pedras, calcadas nas árvores, delineadas na terra, submersas nas águas. Todos podem lê-las convenientemente. É questão de querer descer ao chão e escutar, com amor, os corações subterrâneos. Aí estão as legendas remotas, os mitos sagrados, os hieróglifos eternos, os totens propiciatórios. Aí estão os homens e os bichos, a música e as figuras, os hábitos e as cerimônias. Tudo é relevo quando conscientemente analisado. Não há mistérios. Há silêncio nas interpretações” (Abguar Bastos. Terra de Icamiaba. Rio de Janeiro: Andersen, 1934, p. 5). 

"A Amazônia é ainda uma das pátrias do mito, onde ainda existe uma unidade entre pensamento e a vida numa constante interação de estímulos e afirmação. A Amazônia estará livre quando reconhecermos definitivamente que essa natureza é a nossa cultura, onde uma árvore derrubada é como uma palavra censurada e um rio poluído é como uma página rasurada. A luta pela Amazônia está no processo geral de libertação dos povos oprimidos" (SOUZA, 1978, p. 39). 

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