domingo, 10 de janeiro de 2010

A SOLIDÃO HUMANA


Por José Benedito dos Santos

A atual e crescente índice da solidão humana é notável e compreensível. Notável porque se dá numa época em que raramente as pessoas são afetuosas entre si - cenas cada vez mais raras neste tempo de descrença e superficialidade, em que as pessoas já não apostam na possibilidade de construção de histórias, de elaboração dos sentimentos, temos medo de fazer novas amizades, de amar... Talvez por isso estejamos cada vez mais solitários e vazios - tudo é efêmero : os diálogos, os relacionamentos, as amizades. Compreensível porque a solidão tornou - se marca registrada do homem moderno, pois as engrenagens mesquinhas do cotidiano e o conformismo colaboram para que as pessoas vivam como autômatos. Dessa forma, recuperar o sentido da fraternidade e o amor é condição imperativa para reconstruirmos a vida. Apesar desses valores não serem a regra, ainda é possível contemplar exemplos de ternura e afetividade - seres humanos que vivem o desafio cotidiano de cativar e cultivar as relações interpessoais.

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