quinta-feira, 13 de outubro de 2016



Imigrante Seringueiro /autor:  Henrique de Salles.


De um tempo, de onde não sei.
De terras vermelhas, a morros de areia,
um tempo sem vida, de caatinga seca.
De rios mortos, barcos sem beira,
sem esperança, no sertão de olheiras.

E de uma hora pra outra,
um verde nasceu, e rios diferentes ali se encontraram.
De duvidas e incertezas, se angustiaram,
não fugimos da foice, só do carrasco.
O que era de seco, agora e de casco.

De dia, de noite, seringueiras procuramos,
mas no final ,só agonia achamos.
Filhos e filhas do nordeste.
agora, um novo sertão, um novo chão.
O ouro branco, a borracha do ladrão,
Que nos explorava, em troca de pão.

Mas em pouco tempo, ao tocar o chão.
Estrangeiros puxados plantaram em sua
Mão, borracha boa, sem trabalho ou exploração,
 longe da mãe Amazônia.
E assim se acabava nosso ganho pão,
de poucas décadas, e muita construção.
E a beira do rio da fome, do rio da vida,
minha paris dos trópicos foi construída.



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